sábado, 26 de março de 2016

ÁRVORES URBANAS


ÁRVORES URBANAS

Alessandra Teixeira da Silva
Engenheira Florestal
Membro da Academia Lavrense de Letras

Vista do dossel da Praça Dr. Augusto Silva/ Lavras-MG
            As árvores urbanas trazem inúmeros benefícios entre os quais se destacam a purificação do ar, equilíbrio térmico, redução de ruídos, qualificação financeira e paisagística dos imóveis, atração de fauna silvestre, opções de lazer e descanso para a população e valorização histórico-cultural.
            Porém, além de implantar a arborização há necessidade de planejar desde a escolha correta das espécies a utilizar, de acordo com sua adaptabilidade ao meio urbano, características morfológicas tais como uma boa arquitetura de copa, espaço disponível para seu desenvolvimento (horizontal e vertical), até uma eficiente condução e manutenção, sendo a correta realização de podas, um dos principais cuidados a serem tomados. Os modelos arquitetônicos são diferenciados para cada espécie devido às suas exigências ecológicas distintas.
             Pode-se adequar as práticas silviculturais às características arquitetônicas de cada espécie, a fim de obter os objetivos propostos, com um mínimo de custos. Espécies de crescimento ortotrópico ( situação em que a espécie apresenta um espaço horizontal limitado para crescer) são beneficiadas com a prática da poda, já que aprimoram o modelo de crescimento, valorizando o fuste, ao contrário das de crescimento plagiotrópico ( espaço vertical limitado) que necessitam de condições específicas para desenvolver um fuste reto. Como essas características são comuns a indivíduos de mesma espécie, deve-se então ter conhecimento do modelo arquitetônico das mesmas ao se realizar uma seleção para implantação em ambiente urbano de espaço limitado.
            As árvores urbanas, principalmente as das calçadas das vias públicas, vivem em um ambiente inóspido, pouco acolhedor a qualquer forma de vida. Os solos sob as calçadas têm geralmente péssimas propriedades físicas e químicas, a impermeabilização excessiva prejudica a saúde das raízes, não há ciclagem de nutrientes e a poluição reduz seu tempo de vida.
            Por serem absolutamente necessárias ao equilíbrio do ambiente urbano, ainda mais em cidades tropicais, as árvores plantadas nas calçadas bem como as de praças públicas, precisam ser objeto de cuidados especiais, com manutenção e monitoramento sistemáticos. Sem isso, não há arborização satisfatória e os plantios realizados, como mera formalidade de cumprimento da obrigação do poder público, são apenas mais um capítulo numa história na qual a morte será breve e anunciada.
            Apesar das limitações do ambiente e do descaso da sociedade, as árvores urbanas resistem. Mas dificilmente superam os danos de corte de raízes para implantação ou conserto de redes subterrâneas, as podas criminosas justificadas pela necessidade de se conviver com uma fiação aérea caótica e desprotegida, e às agressões cotidianas de pessoas desinformadas e inconseqüentes. Feridas de morte, as árvores já não podem fornecer os benefícios que nós esperamos e passam a constituir um risco àqueles que mais precisam delas.... As árvores no meio urbano apresentam uma vida útil em torno de 40 anos dependendo da espécie, isto quer dizer que durante sua vida esta espécime sofreu limitações ao longo das fases, devido às interferências do meio urbano como, poluição, ventanias, podas drásticas, vandalismo, estruturas arquitetônicas dentre outras. Com isto, à medida que uma árvore envelhece é necessário um adequado monitoramento para que não tragam riscos à população. Ventos que chegam até 50 quilômetros por hora de velocidade podem ser fatais para árvores com idade acima de 30 anos. Encontramos hoje muitas árvores comprometidas no meio urbano, que podem a qualquer momento caírem causando acidentes graves com morte de indivíduos. “Erradicar” árvores hoje pode até ser uma solução emergencial para algumas das árvores em perigo iminente.
Vista da Praça Leonardo Venerando/ Lavras-MG
             Algumas medidas precisam ser adotadas, integrando um plano de arborização urbana capaz de ordenar as podas realizadas para manutenção de rede, com uma real supervisão e avaliação de resultados, dando prioridade à sanidade e à segurança das árvores, além de prever operações de arboricultura, com limpezas periódicas para retirada de galhos secos e apodrecidos, tocos remanescentes de cortes anteriores, parasitas e epífitas, combate a doenças e pragas e aplicação de técnicas de dendrocirurgia para corrigir as conseqüências de danos anteriores. Cortar uma árvore é a último procedimento que se deve realizar antes de se fazer uma poda, para diminuir o peso sobre o tronco, e se instalar um escoramento. No entanto, há situações em que os cortes são necessários para se evitar um mal maior.
            É necessário incorporar a arborização urbana nas campanhas educativas e ter normas eficazes e fiscalização eficiente para coibir as agressões às árvores públicas. Infelizmente o poder público, devido à sua morosidade burocrática, não enxerga as árvores urbanas como um ícone de benefício à população. Plantar árvores dentro de um planejamento bem como podá-las não produz resultados eleitorais.
            “Plantar árvores dentro de um planejamento torna-se um grande investimento à população”.
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sexta-feira, 25 de março de 2016

Lavras : O início de uma grande história......



Foto: Coletânia Renato Libeck



Alessandra Teixeira da Silva (*)
Engª Florestal
Membro da Academia Lavrense de Letras

O município de Lavras, MG, situado no Sul de Minas Gerais, foi fundado em 1729 (data presumível), transformado em município em 13 de outubro de 1831, desenvolvendo-se em torno da capela de Santana, hoje igreja do Rosário.  Em 20 de julho de 1868, obteve a emancipação política e administrativa e em 8 de outubro do mesmo ano foi transformada em comarca.
Segundo relatos de Firmino Costa, grande educador que residiu em Lavras, o nome de "Lavras do Funil" deve-se ao fato de ter existido aqui, grandes quantidades de ouro e pedras preciosas. O nome de "Lavras" vem de lavrar em busca do metal precioso, o que, segundo ele, foi a principal causa do desenvolvimento de Lavras. Quanto ao Funil, é devido ao fato de existir um estrangulamento no rio Grande, onde foi construída uma ponte, a ponte do Funil, que hoje está submersa nas águas do reservatório da usina hidrelétrica do Funil.
Os primeiros povoadores foram os paulistas Pedro da Silva Miranda, Francisco Bueno da Fonseca e seu filho Diogo Bueno da Fonseca, Salvador Jorge Bueno e Pascoal Leite Paes. Esses, percebendo a necessidade de edificar no povoado uma capela com a invocação de Sant’Anna, pediram licença ao arcebispo de Mariana, Frei Manuel da Cruz. Essa licença foi concedida em 18 de setembro de 1751 e a inauguração da capela ocorreu no ano de 1754, semiterminada e benta pelo padre Manuel Martins, tendo sido concluída em 1810, pela Irmandade de Nossa Senhora do Rosário dos Pretos. Em 1904, com a construção de uma nova matriz de Sant’Anna, a velha matriz passou  a  denominar-se Igreja de Nossa Senhora do Rosário.
            Além de inúmeros anônimos que ajudaram a edificar essa igreja, segundo consta, artistas de renome, como o mestre Ataíde e o Aleijadinho, deram suas contribuições para ornamentá-la: o primeiro na pintura do teto e o segundo com trabalhos em entalhe e pedra.
Segundo a visão do Dr. Samuel Rhea Gammon, o município de Lavras era, no ano de 1892, uma velha cidade, datando dos dias coloniais e, como o seu nome indica, tinha sido cenário de grande mineração, na busca do ouro que enriquecia a coroa de Portugal. Pode-se dizer que só havia uma rua, que se estendia em ziguezague pela colina, com cerca de quatro quilômetros de extensão, terminando no Alto do Cruzeiro. As ruas eram poeirentas ou lamacentas e ainda rasgadas pelas rodas dos pesados carros de boi.
As casas, em geral, eram de construção simples, mas sempre pintadas de cores variegadas. Na praça central, grande e deserta, onde se erguia a Igreja Matriz, havia certo número de sobrados, onde vivia a elite. Essas casas, em estilo colonial, eram bem mobiliadas e adornadas com pinturas e revestimento caprichoso, refletindo o luxo e a riqueza de dias prósperos. Nos arredores da cidade, porém, se amontoavam os casebres cobertos de capim, atestando a maior pobreza. Eram assim as cidades antigas do interior de Minas. Hoje, as ruas foram endireitadas, pavimentadas e dotadas de passeios. As praças se transformaram em parques e jardins.
Lavras começou a crescer com o declínio da exploração aurífera na região da faixa de terra entre os rios Grandes, Capivari e Mortes, quando se iniciou o processo de migração para o arraial, com a vinda das famílias de Antônio de Souza, em 1743; do capitão Luis de Almeida Silva; de Brás da Silva Lopes, em 1744; João Álvares de Paiva, em 1746; João de Campos, em 1747; José da Silva, Manoel Gonçalves Pereira, em 1748. Mais tarde, outras famílias apareceram para gravar seus nomes nos pilares do progresso de Lavras. Assim vieram; Silva Leme, Ferreira, Almeida Pedroso, Lopes Vieira, Gomes Salgado, Faria Neves, Ferreira de Araújo, Costa Valle, Silva, Paiva, Claro, Bastos, Prado, Morais, Carvalho, Pires, Gonçalves, Vieira, Souza, Marques, Moinho, Branco e outras.
O jornal carioca Imprensa Industrial publicou em 25/06/1877 uma curiosa matéria sob o título “Justiça de capitães mores”, onde narra um fato passado em nossa cidade, mais precisamente na Praça Municipal.
“Há em Lavras, na província de Minas, uma praça de grandes dimensões, hoje toda arborizada e gramada, a qual se liga uma curiosa história passada não há muitos anos e que comprova até que ponto subia a autoridade despótica dos nossos antigos capitães mores.
Alguns moradores do lugar, entendendo que podiam a seu bel-prazer diminuir às dimensões da praça, traçaram dentro dela uma rua e começaram a edificar casas sem outra licença que não fosse a de suas vontades.
Com razão representaram dois capitães mores a fazendeiros das circunvizinhanças à Câmara Municipal de São João Del Rey contra o esbulho do logradouro público, a Câmara, porém, pensando de modo diverso dos representantes, achou que os esbulhadores faziam bem em edificar na praça pública. Vendo-se por tal modo desatendidos, os dois ponteados, levados mais pelo desejo da desafronta que pela manutenção do direito, resolveram arrasar às casas em construção, anunciando previamente, por bandos, que em tal dia executariam a sentença que em seus tribunais de mandões havia decretado.
Correram os edificadores a um terceiro capitão mor, um certo Januário Garcia, conhecido mais tarde pela denominação de “Sete Orelhas”, implorando-lhe o valimento e proteção. Januário Garcia, tomando uma pena, escreveu a um dos que ameaçavam derrubar às casas dos invasores, o seguinte bilhete:
“Primo, amigo e senhor. Constando-me que V. Mercê quer arrancar às casas construídas na praça, vou rogar-lhe que tal não faça, quando não. Assinado: Januário Garcia.”
Imediatamente respondeu-lhe o outro:
“Primo, amigo e senhor. É verdade que queremos arrasar às casas da praça, por isso vou rogar-lhe que não se intrometa nisso, quando não. Assinado: Matheus Luiz.”
Januário Garcia, ou temer-se do primo, ou para não perder-lhe a amizade por tão pouco, ficou-se na ameaça vaga e indefinida do “quando não”; outro tanto, porém aconteceu com Matheus Luiz e o seu companheiro de pleito, pois na noite aprazada apresentaram-se ambos à frente de mais de cem cativos com carros de boi e instrumentos de demolição e puseram por obra a ameaça.
Não contentes de arrasarem às casas, mandaram carrear todo o material e despeja-lo a uma légua distante, ficando ambos os capitães mores de pé no lugar dos destroços com um troço de negros armados de foice até o amanhecer do dia, bradando ambos com todas `as forças dos pulmões:
Haja quem se oponha?!
Despertos os moradores por tais brados e vendo o arrasamento praticado durante à noite, tomaram o partido de se deixarem ficar trancados até os dois mandões se retirarem. Tentaram mais tarde alguns dos prejudicados processar os demolidores, mas a primeira ameaça dos capitães mores de mandá-los surrar, retiraram as suas queixas e a praça ficou desde então livre de novas invasões.”

O município de Lavras teve um grande desenvolvimento na década compreendida entre os anos de 1907 e 1917, quando os lavrenses investiram na cidade, promovendo melhorias de grande expressão para a época. Em 21 de outubro de 1911 foi inaugurada a linha de bonde na cidade, por iniciativa do Dr. Álvaro Augusto de Andrade Botelho, um grande passo no progresso do município. Acredita-se, então, que Lavras se desenvolveu em conseqüência da agricultura e não da mineração, como afirmava o professor Firmino Costa.
No final da década de 1910, o povo de Lavras viu, pela primeira vez, um automóvel; daí para frente, o progresso se acelerou. Assim, falando de perto aos corações daqueles que realmente amam esta cidade de Lavras, primitivamente denominada Campos de Santana das Lavras do Funil. O lavrense Sr. Paulo Oliveira Alves escreveu o seguinte poema, no ano de 1968:


                      NASCEU LAVRAS

   Cavalgando este espigão em busca d’ouro,
   Certo dia, por aqui alguém parou.
   Uma aldeia mui pequena foi surgindo,
   Foi crescendo e grande urbe se tornou.

   Sacrifício, sol ardente, escravatura
   Com bateia, ferramenta e animais;
   Muitos botes Rio Grande navegando,
   À procura do mais nobre dos metais.

   E o cadinho foi fervendo... fervilhando,
   Apurando mente, alma, coração.
   E o lavrense trabalhando, construindo,
   Fez de Lavras, um primor, nesta nação.
   Vamos gente! Caminhar para o futuro
   Com nobreza, com vontade de vencer!
   Esquecendo velhas faltas que destroem,
   Grande chance, sempre temos, pra crescer................

Fonte: (*) SILVA, A.T.: Evolução Histórico-Cultural e Paisagística das Praças Dr. Augusto Silva e Leonardo Venerando , Lavras, MG. 2006. 238p. Tese (Doutorado), Universidade Federal de Lavras/UFLA; Informações pessoais do historiador Eduardo Cicarelli.

sábado, 19 de março de 2016

CONHEÇA O CEDRO DO LIBANO

Alessandra Teixeira da Silva
Engenheira Florestal
Membro da Academia Lavrense de Letras


Botânica: De acordo com a classificação botânica (ordenação das plantas em categorias hierárquicas) os Cedros pertencem ao Reino Plantae, Divisão Pinophyta,(Grupo das Gimnospermas/Coníferas); Classe Pinopsida, Ordem Coniferales, Família Pinaceae Esta família engloba plantas arbóreas de grande porte e encontra-se distribuída principalmente em regiões temperadas do hemisfério norte. Desta família podemos citar os gêneros Abies (Abeto), Picea (Pinheiro-da-Noruega) e Pinus (maior gênero com cerca de 90 espécies) e o exuberante  Cedrus (Cedro verdadeiro).O gênero é constituído de 02 espécies : Cedrus odorata (Cedro do Himalaia) e Cedrus libani (Cedro do Líbano), sendo este último constituído por 04 variedades assim citadas: C. libani var. Libani; C. libani var. Stenocoma; C. libani var. Brevifolia e C. libani var. Atlantica. A madeira desta família tem grande importância econômica, pois são fornecedoras de matéria prima para produção de papel, resinas e vários outros produtos. O Cedro do Líbano (Cedro verdadeiro) não deve ser confundido com o Cedro brasileiro(Cedrela sp).

Origem: Dentre as Coníferas, o Cedro-do-Líbano é uma das mais majestosas. O Cedrus libani é nativo do Lebanom, Montanhas Taurus na Síria e Turquia centro-meridional. Uma pequena população ocorre no Norte da Turquia perto do Mar Negro. As variedades citadas ocorrem no Chipre e nos Montes Atlas na Argélia e em Marrocos.

Um pouco de história: O cedro do Líbano é mais que uma árvore, ele é o símbolo do Líbano. O cedro foi escolhido como emblema da bandeira libanesa por simbolizar força e imortalidadeDentre as espécies de árvores nativas presentes no Líbano a mais famosa e mais valiosa tanto nacionalmente quanto internacionalmente é o Cedro-do-Líbano. Esta planta fez parte da sociedade não só culturalmente, mas foi a base de numerosas economias em civilizações antigas. O cedro era usado para a construção de Templos, Palácios e embarcações. A exportação da madeira para o Egito era um importante fator no crescimento da prosperidade Fenícia e trouxe capital para lançar uma das mais ambiciosas formas de comércio internacional, navegação, artes e equipamentos. Os fenícios e egiptos não estavam sozinhos na utilização do Cedro, os Assírios, Nebuchdrezzar, os Romanos, Rei David, Rei da Babilônia, Herol o Grande, e os Turcos no Império Otomano, também utilizaram os Cedros. Durante a Guerra de 1914-1918 inúmeras reservas remanescentes foram devastadas e destruídas para a construção de Ferrovia de combustível. Antigamente as montanhas do Líbano eram cobertas de cedros, tem-se conhecimento das árvores desde 3 mil a.C., quando a cidade de Biblos Jbeil era um importante centro comercial da antiga Fenícia, junto ao Mar Mediterrâneo. Além disso, o Cedro é muitas vezes mencionado na Bíblia Sagrada como um símbolo de força e eternidade. Segundo a Bíblia, o Rei Salomão construiu seu famoso Templo com a madeira dos cedros libaneses. A madeira, um pouco perfumada, era utilizada pelos faraós do Egito para mumificar os mortos. Hoje ainda se encontram no Líbano muitas florestas de Cedro. Em Bcharri, floresta relíquia, em uma altitude de 1900 metros há mais de 300 árvores, sendo que duas delas têm cerca de 3 mil anos de idade, e outras dez possuem mais de mil anos. Há ainda a Floresta de Jaj Laqlouk e a Floresta de Barouk Maaser Chouf com quase seis milhões de árvores antigas e novas.
            “Os Cedros são monumentos naturais mais célebres do universo. A religião, a poesia e a história igualmente os consagraram. São seres divinos sob forma de árvores”. Lamartine, poeta francês, século XIX.

Características gerais: O Cedro cresce muito devagar e chega a atingir até 40 metros de altura e 14 metros de diâmetro no tronco. Nos primeiros três anos de vida, as raízes crescem até um metro de meio de profundidade. Aos quatro anos o Cedro começa a crescer vinte centímetros por ano e só aos quarenta produz sementes. Os cones fertilizados demoram de 2 a 3 anos para amadureceram e são ovais. É uma planta monóica (machos e fêmeas na mesma planta). Os galhos das árvores jovens são normalmente eretos, já os troncos de árvores antigas são geralmente divididos em “andares”, sendo que os galhos laterais se estendem horizontalmente. A arquitetura da árvore (forma do tronco e galhos) muda dependendo da densidade da floresta.

Utilização em paisagismo: É uma árvore ornamental bastante comum por todo o mundo (principalmente no Continente Europeu), utilizada em parques, jardins e avenidas. No Parque São Clemente situado em Nova Friburgo-RJ e que foi projetado em 1871 pelo paisagista francês Auguste François Marie Glaziou, encontram-se vários exemplares de Cedro. Como são plantas de clima temperado, os paisagistas brasileiros as utilizam com pouca frequência.

O Cedro do Líbano em Lavras: Encontra-se na Praça Dr. Augusto Silva um exemplar de Cedro do Líbano (Cedrus sp) que foi plantado na administração do Prefeito Jacinto Scorzza, na década de 1940, em homenagem à colônia Libanesa em Lavras. Na década de 1960 caiu um raio no Cedro e houve assim uma deformação nos galhos. Este exemplar está localizado ao lado do caramanchão (pergolado) na área lateral da praça.




Fonte: www.libano.org.br/o libano_ocedro; www.kfs10.com.br/loubnan/cedro.html; Informações pessoais, Eduardo Cicarelii;